quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Top10: Clint Eastwood

Quem me conhece sabe que sou fã desse veiaco e já que faz um tempo que não posto nesse pulgueiro, tive a idéia de montar uma pequena lista de filmes do cara, com um breve comentário para cada filme.

10 - As Pontes de Madison (The Bridges of Madison County, 1995)



Tá, não sou muito fã de filmes de romance (no máximo uma comédia romântica) mas como sou putinha do Eastwood, não poderia deixar de ver esse filme. E me surpreendi. Ver o bom e velho Homem Sem Nome, que já estourou uns malandros como Harry Callahan em um filme desses pode ter sido estranho mas o resultado foi satisfatório. Destaque para a emocionante cena do semáforo, que também mostra todo o talento de Meryl Streep.

9- O Destemido Senhor da Guerra (Heartbreak Ridge, 1986)



Filmes militares sempre são bem-vindos, e um colocando o velho Clint como um sargento designado pra transformar um bando de palermas em soldados não poderia dar errado. Pode ser clichê, mas ainda assim é um ótimo filme.

8- O Cavaleiro Solitário (Pale Rider, 1985)



O primeiro western do titio da lista, Pale Rider segue a mesma linha do futuramente citado High Plains Drifter, um desconhecido que chega a uma cidadezinha disposto a ajudar, um filme rodeado por uma aura mística e misteriosa, com direito a citações bíblicas.

7- Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 2004)



Aqui mais uma tentativa do titio de ganhar um Oscar de Melhor Ator, falhou nesse quesito, mas em compensação o filme garantiu a estatueta de Melhor Atriz para Hilary Swank, de Melhor Ator Coadjuvante para Morgan Freeman, de Melhor Diretor para Clint e a de Melhor Filme. Todos merecidos, afinal, a história do velho treinador que, a principio relutantemente, aceita treinar uma jovem esperançosa comoveu muita gente.

6- Por Um Punhado de Dólares (A Fistful Of Dollars, 1964)



O primeiro filme da chamada Trilogia dos Dólares, fruto da parceria de Clint com o diretor italiano Sergio Leone foi também a estréia do icônico Homem Sem Nome. Baseado no clássico Yojimbo, de Akira Kurosawa, é o filme mais "simples" dos 3, mas o meu preferido por ser o mais dinâmico.

5- Perseguidor Implacável (Dirty Harry, 1971)



Aqui começa a saga de outro famoso personagem de Clint, o Inspetor porra louca Harry Callahan, mais ou menos um Capitão Nascimento ianque da década de 70. Sempre armado com sua .44, Callahan sai distribuindo tiros na bandidagem sem dó enquanto solta frases de efeito, um personagem muito criticado devido ao seu violento senso de justiça, mas que se tornou um clássico, uma das melhores parcerias com o diretor Don Siegel.

4- Josey Wales, O Fora da Lei (The Outlaw Josey Wales, 1976)


Um começo explosivo, um fazendeiro bolado em busca de vingança, a boa e velha Guerra Civil Americana, índios e tiros. Tudo que um bom western precisa. Um dos três primeiros filmes que assisti do Clint, mas que ainda assim fica na quarta posição.

3- Os Imperdoáveis (The Unforgiven, 1992)



Imaginem que o Homem Sem Nome se aposentou, construiu uma casa e resolveu montar uma família. Anos depois, viúvo e precisando de dinheiro, aceita um último trabalho: matar uns cowboys que desfiguraram o rosto de uma prostituta. É mais ou menos isso que se trata Os Imperdoáveis, o oscarizado (levou quatro estatuetas, duas para Clint) e último western de Eastwood. Vale também citar que aqui foi a sua primeira parceria com Morgan Freeman.

2- O Estranho Sem Nome (High Plains Drifter, 1973)


O Homem Sem Nome reaparece nesse filme, o segundo dirigido por Clint, como um misterioso pistoleiro que chega a uma cidadezinha (pra variar) e acaba mudando toda a rotina do lugar. No meio de tiroteios, tentativas de assassinato e planejamentos, temos os habitantes do lugar pedindo ajuda ao personagem de Eastwood contra três bandidos que estão chegando dispostos a conseguir vingança. Assim como Pale Rider, o filme também tem a atmosfera mística, mais sombria que o citado.

1- Gran Torino (Gran Torino, 2008)


A história de Walter Kowalski, um veterano de guerra solitário, ranzinza e preconceituoso, mas que se revela um homem de bom coração ao se aproximar e ajudar uma família de hmongs (um grupo étnico asiático) fica com o topo do pódio por, além de ser um dos melhores filmes de Clint, foi com ele que conheci seu trabalho, o que me faz manter um carinho especial por essa produção.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Uma trilha sonora... mortal?

Parabéns pelo título, babaca
Enfim, era uma vez um jogo de luta que causou muita polêmica na época em que foi lançado, lá pelo começo dos anos 90. Eis então que no ano de 1995 um filme baseado neste jogo é lançado. E pelo menos pro titio aqui é uma das melhores adaptações de um game pra telona. Óbvio que estou falando de Mortal Kombat - The Movie, mas hoje postarei sobre sua trilha sonora, não sobre o filme em si.


O álbum é composto por uma boa parte de bandas de industrial rock/metal, mas também temos alguma coisa de doom metal, death metal e até mesmo o tema principal do filme, composto por Praga Khan e Olivier Adams, dupla sob o nome de "The Immortals". Vale lembrar também que a banda Stabbing Westward tem três músicas que entraram no filme, mas não no álbum. A pérola do álbum: a música "Blood And Fire (Out Of Ashes Remix)", da conhecida banda de doom/gothic metal Type O Negative, remix da música originalmente no álbum Bloody Kisses, de 1993. Destaque também para "Goodbye (Demo)", dos caras do Gravity Kills e "Burn" do Sister Machine Gun.

01. Taste Of  Things To Come - George S. Clinton
02. Goodbye (Demo Version) - Gravity Kills
03. Juke-Joint Jezebel (Metropolis Mix) - KMFDM
04. Unlearn (Wink's Live Mix) - Psykosonik
05. Control (Juno Reactor Instrumental) - Juno Reactor
06. Halcyon + On + On - Orbital
07. Utah Saints Take On The Theme from Mortal Kombat - Utah Saints
08. Invisible - Geezer
09. Zero Signal - Fear Factory
10. Burn - Sister Machine Gun
11. Blood And Fire (Out Of The Ashes Mix) - Type O Negative
12. I Reject - Bile
13. Twist The Knife (Slowly) - Napalm Death
14. What U See/We All Bleed Red - Mutha's Day Out
15. Techno Syndrome (Mortal Kombat) (7" Mix) - The Immortals
16. Goro Vs. Art - Buckethead
17. Demon Warriors/Final Kombat - George S. Clinton

Trilha perfeita pra rodar enquanto enfrenta uma segundona desanimadora.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Thor só de boas aqui.

Hollywood está em decadência, essa é a grande realidade. Entre remakes e idéias estúpidas, um lançamento como "The Cabin In The Woods" (lançado primeiramente no dia 9 de Setembro, no festival South By Southwest) é sempre bem-vindo.


Joss Whedon (roteirista de "The Avengers", criador de séries como Buffy e Firefly, e roterista de histórias em quadrinhos) em parceria com Drew Goddard, que dirige o longa, entregam um roteiro no mínimo curioso: o filme começa como qualquer produção de terror adolescente, com cinco amigos indo passar o final de semana na tal cabana do título do primo de um deles. Obviamente, temos os mesmos estereótipos de sempre, o atleta boa pinta Curt (Chris Hemsworth, o Thor), a loira vagaba Jules (Anna Hutchison), a ruivinha pura Dana (Kristen Connolly), o bucha Holden (Jesse Williams) e o maconheiro boa praça Marty (Frank Kranz). Em paralelo com o lazer da molecada temos Richard e Steve, dois cientistas interpretados por Richard Jenkins e Bradley Whitford, respectivamente, que trabalham para uma misteriosa organização e vigiam os jovens por câmeras instaladas pela cabana e arredores.

Próxima vida tá decidido, serei um lobo
Pra completar a bagaça, os amigos desmiolados ainda conseguem despertar uma antiga família que residia na cabana, agora transformados em zumbis assassinos, e como se não bastasse, a presença da tal empresa dos cientistas só acrescenta mais perguntas, como "seria tudo isso um reality show mórbido?".
Temos todos os elementos de um filme de terror, como a cena de sexo na floresta, o velho sinistro e referências a outros filmes, como a cabana (a idéia inicial do filme lembra muito o clássico "Evil Dead"). Mas de brinde, recebemos dos roteiristas um toque de humor negro também, vindo principalmente dos dois cientistas, que a cada aparição lançam uma tirada bem humorada, assim como Marty, que se revela o personagem mais divertido entre os cinco amigos.
The Cabin In The Woods é um filme que merece ser visto, no meio de tanto baboseira hollywoodiana que se leva a sério, um roteiro que beira o genial (visto com os olhos certos) e cenas memoráveis, como a do "sapinho" e a aparição do tal tritão, tão sonhado por Steve.

Também já sei o que instalar em casa

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sobre baladas e fazendas

Segunda feira, 09:00am, hora de coçar o saco no escritório (pra variar) e escrever um post tosco.
Estava eu, belo e esbelto, pensando sobre como podemos comparar a maioria das baladas com fazendas. Baladeiros descolados de plantão, favor não encher o saco aqui.

Os animais agitados
Se você observar uma balada com olhos críticos poderá ver que as mesmas (em sua maioria) parecem muito com fazendas. Confuso? É simples, gafanhoto e titio explica. Os habitantes de uma balada podem ser facilmente comparados a alguns animais desses locais rurais, e também temos algumas outras características em comum:

Galinhas: são as piriguetes amadoras, sempre ciscando por aí procurando alguma coisa, algumas são barangas.
Vacas: as devassas mais experientes e algumas vezes mais "maduras". Também temos algumas mocréias nesse grupo, mas por terem um pouco mais de quilômetros rodados, sabem usar de alguns artifícios para driblar essa injustiça.
Galos: bombadinhos de academia, de peitinho estufado e que se acham os donos da balada, sempre com aquela marra toda.
Ovelhas: são as garotinhas mais normais do lugar, nem sempre estão lá pra uma boa bagunça, às vezes só pra se divertir. Geralmente são as mais quietinhas e/ou com comportamento menos vulgar.
Porcos: são os Zé Graça, cumprem o trabalho de encher o saco e fazer piadinha.
Cavalos: são os caras "não fedem nem cheiram" do lugar, geralmente mantem uma certa postura e conseguem curtir o rolê naturalmente, sem pinta de marrento ou bobalhão. São quase o equivalente das ovelhas, gente bacana que podemos até criar um vínculo social.

Não é exatamente o que eu quis dizer
Vocês podem considerar os balcões como cercados, onde os animais se alinham esperando seu alimento, no caso litros de etílicos.
Temos também os seguranças, que podem ser interpretados como os leões de chácara, sempre rabugentos e prontos pra chutar sua bunda se você ficar alguma merda, o que diga-se de passagem é fácil de acontecer.
E temos o chiqueiro, ou o banheiro. Vasos sanitários entupidos, papéis jogados por todo o canto, um bando de animais soltos falando besteira e às vezes algum pedaço de matéria fecal rolando na privada. Engana-se quem acha que apenas o banheiro masculino é imundo, já vi muita mulher reclamando da sujeira que suas companheiras de gênero causam nesses lugares.

Observação: não sei como nego consegue criar fila no banheiro masculino, nós só precisamos tirar a trozoba pra fora, atender o chamado da natureza, dar aquela balançada, guardar novamente e sair, é simples.

Quase lá...
Resumindo é isso, comparações assim são moleza de encontrar se você se esforçar. E você, garotinho jovial, que coloca sua camisetinha apertadinha, gelzinho no cabelo e adora curtir uma "buatchy", por favor não se estresse. É um texto com fins meramente divertidos. Ou não...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A Morcega voltou!

Dia 27 de Julho estreou em terras brasilis o novo filme do Homem Morcego com voz de Nair Bello, The Dark Knight Rises, continuação de The Dark Knight (que só fez sucesso por causa da morte do Ledger ) e que o titio aqui assistiu ontem. Com alguns spoilers, qual o resultado dessa parte final da trilogia?


Como os dois filmes anteriores, o roteiro deste envolve algumas sagas da Morcega, principalmente A Queda do Morcego. O filme se passa 8 anos depois do segundo filme, Bruce Wayne (Christian Bale) vive isolado em sua mansão e Gotham está em paz, graças à chamada Lei Dent, que transformou o falecido promotor em herói (uma mentira, como todos que viram o segundo filme sabem, e que deixou Gordon (Gary Oldman) amargurado por ser parte disso), onde os criminosos da cidade são encarcerados na prisão BlackGate sem direito a condicional. Mas óbvio que a paz não dura muito e o caos volta a se instalar na cidade com a chegada do mercenário Bane (Tom Hardy), um ex-membro da Liga das Sombras, que surge em uma sequência que lembra o assalto ao banco do começo de The Dark Knight. No meio do puta puteiro do caralho temos Selina Kyle (Anne Hathaway), a ladra cocota, a empresária Miranda Tate (Marion Cottilard) e o policial xereta e boa praça John Blake (Joseph Gordon-Levitt). E só citarei o policial Foley de Matthew Modine por obrigação.

Os macacos velhos da franquia estão bem como sempre, com destaque para o excelente Alfred de Michael Cane, aqui com uma aparição menor, porém mais dramática. Bale, Morgan Freeman (Lucius Fox) e Oldman continuam ótimos. Cillian Murphy, que interpretou o Espantalho e Liam Neeson, que interpretou Ra's Al Ghul voltam em pequenas participações. Tom Hardy consegue fazer um Bane ameaçador, Anne também tem uma boa atuação, já Gordon-Levitt (que acho que às vezes atua de forma meio forçada, como em Killshot) e Cotillard estão "ok", mas não interferem no resultado final.

"Coé Bats, virei playboy!"
Bane de longe é a melhor coisa do filme, Hardy conseguiu dar ao personagem (que muito consideram "raso" nos quadrinhos) um ótimo tom, unindo sua capacidade vocal e expressão corporal, e que obviamente teria comparações com o Coringa do Ledger, mas não achei que foi melhor ou pior, apenas personagens com propostas diferentes.
Então, qual o problema da produção? Eu vos digo: incoerências. O filme tem alguns furos, momentos risíveis e cenas mal aproveitadas que não condizem com o tom (realista) proposto inicialmente por Nolan quando começou a franquia. Não dá pra engolir coisas como Wayne voltando de (aparentemente) onde Judas perdeu as botas para uma Gotham sem nenhuma entrada, já que as pontes estavam destruídas e a cidade é rodeada pelo mar, ou a morte sem sal de Bane, que muitos criticaram por se revelar como um capanga, mas que pra mim ainda teve muitos méritos.

"Vem dar um rolê de hayabusa"
Claro que o filme tem ótimos momentos, a primeira luta da Morcega contra Bane tem uma bela carga dramática, com o Bátima apanhando igual mulher de malandro. Destaque também para o diálogo final de Wayne com Alfred antes deste partir e sua cena final relembrando o momento citado no mesmo diálogo, o que abriu incertezas por parte de alguns.
A trilha sonora de Hans Zimmer como sempre está ótima, tendo como ponto alto o "tema" do vilão Bane, que ajuda o clima de pancadaria ficar ainda melhor.
No final das contas TDKR ainda é um bom filme, mas graças a algumas falhas ainda aquém de toda a capacidade da franquia. Lembrando que seria bom rever os filmes anteriores (principalmente o Begins) para não boiar em alguns momentos.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Segunda é dia de saaangue!

E também de curtir os últimos resquícios de ressaca da bagunça do final de semana. Anyway, hoje vamos relembrar um crááássico da infância dos marmanjos de hoje em dia. Afinal, aquele que tem seus 20, 30 anos e nunca se matou pra dar um Fatality não teve infância.
Óbvio que vamos falar do grande Mortal Kombat! Nesse caso, a segunda versão, que é a mais melhor de boa.


Produzido pela Midway e lançado primeiramente para os arcades em 1993 e mais tarde para vários outros sistemas, o jogo nada mais é que uma extensão da primeira versão. Além da óbvia melhora gráfica e sonora, várias novidades foram adicionadas. Os personagens da primeira versão retornam, com exceção da loirona Sonya Blade e do maloqueiro Kano, que aparentemente quis dar um "kano" no torneio. Entenderam? Kano, cano... enfim.
Em compensação foram adicionados 10 novos personagens que são: as ninjas Jade (desafio extra do jogo) Mileena e Kitana, o feioso Baraka, o negão maromba Jax, o guerreiro Kung Lao, Smoke e Noob Saibot (mais ninjas, pra variar, e assim como Jade também desafios extras), o sub-chefe Kintaro e o pica-grossa do game, Shao Kahn. O chefe da primeira versão, Shang Tsung, volta rejuvenescido e como personagem jogável (e com um visual totalmente pasteleiro), assim como o combatente secreto também da primeira versão, Reptile.


Agora cada personagem tem dois "Fatalitiy", além de um "Babality" (ato de transformar o oponente em bebê) e um "Friendship", onde uma brincadeira é feita e o oponente é poupado, adições que amenizaram o climão violento de seu antecessor. Ainda assim, essa versão mantém um belo clima místico e sombrio. Agora também temos 3 stage fatalities (usar o cenário para finalizar o pobre coitado perdedor). Os fatalities também estão mais escrotos, mais criativos e sangrentos. Vale também citar os cenários mais variados, que incluem desde floresta com árvores monstruosas até salões nos moldes orientais.

A história dessa versão é o seguinte clichê: após ser derrotado no primeiro game, Shang Tsung fica com o cu na mão e implora por mais uma chance ao seu chefe, Shao Kahn, que atende seu pedido e ainda devolve sua juventude. Assim ele cria um novo torneio, e agora tem a vantagem, já que este se passará em Outworld, reino do chafranudo. E pra alegria da galera a rapeize toda volta pra sair na mão, menos os já citados Sonya e Kano, que nessa versão aparecem presos no fundo de um dos cenários.

Ninguém mandou não fazer o jantar, ssssslut!
Pro titio aqui essa segunda versão é a melhor, tanto pela nostalgia quanto por ser o último game da franquia que por algum tempo manteve o climão dark, que só foi reaparecer realmente no "reboot" da série, o recente "Mortal Kombat".
Lançado em uma época onde os gráficos contavam menos que a diversão, essa versão não chocou tanto quanto seu antecessor, que fez uma grande barulheira, mas ainda assim foi um sucesso e é sempre lembrado na lista de melhores jogos de porradaria clássicos.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O ódio tupiniquim... por nada?

Antes de iniciar meu texto (com um título, para alguns, tendencioso) devo avisar: não quero passar a impressão de pagar pau a ninguém aqui, só pago pau pra mim, e olhe lá. Dito isso, vamos prosseguir.

No último sábado tivemos a conclusão de uma saga que começou em 2010, saga de um lutador amado por uns e odiado por outros, Chael Sonnen, que começou sua odisséia após perder uma luta contra Anderson Silva no ano citado. E perdeu novamente, dois anos depois.

Tô rindo, mas também passei a mão na sua mulher, pega eu



O objetivo desse texto não é tomar lados, também não é falar sobre as lutas, que todo mundo já sabe o que rolou, e nem sobre as carreiras dos dois lutadores. O real objetivo de toda a asneira que você vai ler é entender o ódio do povo brasileiro para com nosso vizinho ianque.
Então o que foi dito que despertou tamanha ojeriza no povo brasileiro? Não creio que tenha sido críticas a alguns colegas de profissão, Silva entre eles, isso não faria os brasileiros vestirem uma carapuça dessa proporção.
Já sei, foram as ofensas à mulher do Spider? Talvez, mas ainda assim seria algo superficial, no máximo poderíamos achar desnecessário.
Claro que foram as piadinhas referentes ao nosso país, o que mais seria? Sonnen com seu "preconceito" atiçou nossa nação contra ele, e o fato dele desafiar o dito melhor lutador do mundo, que é brasileiro, só piorou as coisas.
Aí entra pra mim uma hipocrisia sem sentido (perdão pela redundância), brasileiro tem a grande mania de se levantar a favor do próprio país quando um "gringo" comenta algo negativo, aí o bicho se transforma. Poderia até ser um patriotismo plausível se não fosse nesse caso, onde os comentários saíram da boca de um cara que sabe vender seu produto.
Para Sonnen, fazer PIADAS (com letras maiúsculas mesmo) sobre o Brasil é a mesma coisa que as piadinhas clichês de negros, loiras, portugueses, asiáticos, homossexuais, entre outros, que fazemos todos os dias. Preconceito ou não elas existem, e negar isso ou criar tamanha aversão é sim uma grande hipocrisia, uma demonstração de que brasileiro não sabe enxergar a própria bunda quando ela está suja.

Pra terminar, uma frase conhecida: odeiem o jogo, não o jogador. Em um ramo onde o show é totalmente necessário para vender, não vale a pena perder o sono "apenas" por isso.
E sim, eu tenho certeza que Chael Sonnen, além de um falastrão e marqueteiro de primeira, é um cara legal. E que já demonstrou respeito, e por que não reverência, por alguns profissionais saídos do nosso país.




terça-feira, 26 de junho de 2012

Pimenta na orelha!

"The UK's Kerrang! magazine described Deliverance as a true 90's classic."

É com essa frase que inicio um curto texto sobre um dos melhores álbuns que já ouvi na minha vida, com vocês: "Deliverance" do Corrosion Of Conformity. Aplausos, porra!

Deliverance foi um álbum da banda de stoner/heavy/crossover Corrosion Of Conformity, lançado em 1994 e que marca uma nova fase pra banda. Foi o álbum divisor de águas no som dos caras, já que eles deram uma freada no lado "crossover" do som e partiram pra umas vibe mais BlackSabbathiana, um som mais denso e distorcido.
Pra completar, é o álbum de estréia do vocalista e guitarrista Pepper Keenan (atualmente na superbanda formada nos anos 90 Down) no microfone, antes disso ele já havia assumido os vocais na faixa "Vote With A Bullet", do álbum "Blind", de '91.
O destaque da bolacha fica por conta do viciante hit "Clean My Wounds", mas o disco inteiro é recheado de peso, berros mas até mesmo músicas acústicas, como a lenta "baladinha" "Shelter", outra pérola do produto.
Quem não for um titio tricoteiro e chato do Rock, e se amarrar no bom e velho roquenrou noventista pode baixar sem medo.

Deliverance é:
Pepper Keenan: guitarras e vocal
Woody Weatherman: guitarras
Mike Dean: baixo e vocal na faixa-título
Reed Mullin: bateria e vocal de apoio

Faixas:
01 - Heaven's Not Overflowin
02 - Albatross
03 - Clean My Wounds
04 - Without Wings
05 - Broken Man
06 - Señor Limpio
07 - Mano de Mono
08 - Seven Days
09 - #2121313
10 - My Grain
11 - Deliverance
12 - Shake Like You
13 - Shelter
14 - Pearls Before Swine

Baixe o bagulho aqui.

E de brinde, o single de "Clean My Wounds", com uma música extra e um cover da banda do tio Iommi e cia. Tá esperando o que, mané? Baixe aqui.

1 - Clean My Wounds
2 - Lord Of This World (cover do Black Sabbath)
3 - Big Problems

*Ambos os links titio pegou emprestado do Zumbi Atômico. Sou um verme, mas um verme honrado.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

"Mande mais paramédicos"

Segundona boa pra postar, hoje vamos falar de canibais mortos, sangue, tripas e tudo o que há de melhor no interior do corpo humano.

É, piadinha velha, eu sei...



Devo ser a única pessoa que não tinha terminado de ler The Walking Dead - A Ascensão do Governador (Robert Kirkman e Jay Bonasinga, 364 pag., Editora Record). Mas finalmente consegui e é sobre ele que rapidamente falarei hoje:


O livro conta a luta pela sobrevivência de Philip Blake, seu irmão Brian Blake, sua filha de 7 anos Penny e os amigos da família Nick Parsons e Bobby Marsh. O propósito do livro (o primeiro de uma trilogia) é mostrar o início do surgimento do Governador, líder da comunidade de Woodbury e grande vilão nas HQ's.

O livro já começa no meio de uma carnificina e de cara somos apresentados a Brian, o irmão bundão e magricela de Philip e a Penny, a quieta garotinha. Philip, por sua vez, é o total oposto do irmão, um cara forte e decidido, líder natural e o maior responsável pela sobrevivência do grupo, apesar de ser meio perturbado graças a seu passado e a responsabilidade que tem agora.

Robert e Jay conseguem entregar um livro consitente, que não deixa o leitor entediado em nenhum momento, uma leitura dinâmica e fácil. Ambos também conseguiram passar para o papel um ótimo nível de detalhamento (mas sem ser um Tolkien da vida), descrevendo bem a personalidade dos personagens e os momentos de tensão, principalmente nas melhores partes, que obviamente são as que o bicho pega e a cobra fuma.
Falando em momentos de tensão, é o que o livro mais tem, sem entregar spoilers eu admito que fiquei surpreso em momentos como o zumbi policial no carro e a horda de mortos-vivos da igreja, nesse mesmo momento.
E a boa notícia é: não é necessário ler a HQ para sacar a história, seria bom para saber QUEM foi o Governador, mas não é obrigatório. E muitas pessoas podem se decepcionar, mas só há UMA referência ao quadrinho no livro, é uma história totalmente nova e isolada, sem muita ligação com o que estava acontecendo com o grupo do Rick.

Pra quem quiser comprar:

Submarino

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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Vai me enterrar na areia?

É, eu sei que falei que ia escrever sobre Crows Zero 2, mas não irei (pelo menos agora) por que sou um verme safado.
Enfim, manjam aquele tipo de filme que você olha, pensa, coça a careca (no meu caso) e resolve assistir, mas sem esperar lhufas alguma e ele acaba te surpreendendo? Pois bem, é o caso de Buried (2010), dirigido por Rodrigo Cortés, escrito por Chris Sparling e estrelado pelo nosso camarada (um cara que gratinava a Scarlett Johansson merece todo o respeito) Lanterna Verde Ryan Reynolds.


Confesso que quando o vi pra baixar (é, me processem) fiquei meio bolado, afinal, a premissa de um cara que passa o filme inteiro dentro de um caixão não me parecia muito animadora. Mas a curiosidade, a curta duração do filme (cerca de 1h30) e a minha simpatia (ui) pelo bucha do Hal Jordan Reynolds me convenceram.

O filme conta a vida do motorista de caminhão Bino Paul Conroy, que estava trampando no Iraque, bem no meio do puta puteiro do caralho que o país virou. Logo no começo do filme o cara já acorda dentro do caixão, sem mais nem menos, "munido" apenas de um zippo, um celular e um sinalizador (ou sei lá que caralha é aquela). E é isso. Sério, é só isso. Você não descobre como ele foi parar lá, só que ele foi emboscado com outros motoristas (que foram mortos).
O azarado passa o filme inteiro em contato com o terrorista que o prendeu, com membros do governo dos EUAses, e alguns momentos com membros da sua família/conhecidos.

Má como é que pode uma porra dessas, Batema?
"Mas tio, que filme com cara de chato!" - pois bem, seu catarrentinho, realmente ele não chama muito a atenção, mas o que me deixou surpreso foi que para um filme que só tem um "cenário" e um ator, o diretor  e o roteirista souberam desenvolvê-lo bem. Alguns momentos de tensão e um final depressivo (apesar de meio "incoerente") ajudam na gororoba que saiu.

Vale a pena dar uma conferida, caso não tenham nada melhor para ver.